O futuro da moda – e, porque não, da vida!

Se a última SPFW foi em janeiro, quando postei sobre o desfile masculino do Alexandre Herchcovitch e contei que assisti também à uma palestra da WGSN sobre tendências naquele dia, dá pra perceber que estou há teeeempos trabalhando nesse post, né? hehe É que o acho bem especial por alguns motivos: 1) falamos muito sobre tendências aqui no Porcinas e alguns conceitos apresentados nessa palestra exprimem direitinho o que pensamos sobre o assunto; 2) o conteúdo (que anotei e passo agora pra vocês) é super exclusivo, resultado de muitos anos de pesquisa de muitas pessoas que rodaram mundo afora e fora apresentados só para assinantes (que by the way pagam caro por isso); e 3) porque é tudo verdade! hehe De fato, tudo o que vi e ouvi na palestra está mesmo acontecendo ou está para acontecer no mundo fashion – e fora dele. Então espero que gostem e reflitam tanto quanto eu gostei e pensei sobre isso tudo.

Em uma primeira parte, falou-se sobre os métodos de pesquisa da WGSN (quem não conhece o renomado bureau de pesquisa de tendências do consumidor, vale o clique aqui). Lorna Hall, diretora de tendências, contou que cada relatório é fruto de dois anos de pesquisa, muitas fotos e observação das pessoas que circulam pelas maiores metrópoles. “Tendência não começa e pára, é um processo”, disse em um sonoro sotaque britânico. Então o que vemos e compramos agora está sendo observado desde 2007 – o relatório foi concluído no final de 2009.

O “Dark Romance“, por exemplo, que dominou as ruas e tanto vemos nas revistas hoje, é resultado de várias forças em muitos âmbitos das nossas vidas. É uma “vontade coletiva” que surge não se sabe de onde (mas que acontece espontaneamente mesmo, pelo menos no início) de ouvir, ler, assistir e usar as mesmas coisas. Na moda, é possível vermos essa “vontade” refletida em biker jackets, chaves, caveiras, preto, gótico, renda com couro,  vampiros…

E o que vem por aí? Segundo os pesquisadores, a primavera-verão 2011 poderá ser enquadrada em três macrotendências:

1) Timeline: o passado encontra a tecnologia; os designers olham para trás e recriam peças marcantes; camadas sobre camadas; rosa, vermelho, laranja e amarelo > cores vegetais, naturais, minerais e desgastadas. O lance dessa macro tendência é remeter à memória, customizar, pegar idéias do passado e trazer para hoje.

2) Sensory: nova psicodelia (de tecnologia, não drogas kkk); sentidos aguçados pelo som; imagens em movimento; os designers se inspiram na ondas dos sons e “as pessoas podem se sentir melhor com seu produto”, diz Lorna. As cores são importantes para essa tendência: degradês, tons pastéis, tudo em harmonia. A intenção aqui é provocar emoções e experiências únicas.

3) Fair & Squares: simplicidade; jeitos alternativos de viver; ambiente rural e com modéstia; design puro, acolhedor e de uso sustentável; trust & value; cores “honestas” e fortes ou cores bem neutras e cruas. A mensagem? “KEEP IT SIMPLE!”

Acho que essa última tendência vale pra vida, né? Afinal, podemos ser modernos, mas antes somos humanos. E para terminar, duas reflexões trasmitidas pelo Marcelo Rosembaun no evento que repasso a vocês: “Construir pontes ao invés de muros”  e “conexão para mudar o mundo”! #staythetip =)

PS: Assista ao vídeo-conceito O poder da mudança no blog da Mindset (braço da WGSN no Brasil) e inspire-se! ;)

(posted by nfuzaro)

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