SEMANA DE MODA DA ABRIL: Alexandre, o Grande Herchcovitch!

Encerro em grande estilo meus depoimentos sobre os debates que presenciei na Semana de Moda da Editora Abril. Calma, não quero dizer que será um superpost bem escrito (espero conseguir tal feito, mas não é essa a minha pretensão! rs), mas sim ressaltar a importância do bate-papo com o estilista Alexandre Hechcovitch (na minha opinião, o Marc Jacobs brasileiro pela genialidade).

Já tinha visto o Alexadre (íntima!) de perto no final do desfile masculino da SPFW em janeiro do ano passado (aquele dos caubóis, lembra?). Na ocasião, tudo era novo para mim, mas algo que me marcou foi a impressão de humildade que tive do estilista (além de claro, o bonezinho xadrez que ganhei, o qual ainda é motivo de briga entre eu e meu bofe – que o quer a todo custo! rs Vai sonhando! ;p). Pois bem, tal impressão foi confirmada no evento na Editora. Alexandre fala baixo um português correto e olha nos olhos dos presentes (que lotam o auditório), por meio do qual é possível compreender o que diz e sentir sua sinceridade. É tanto conteúdo que ainda estou assimilando e vou tentar reproduzir um pouco pra vocês.

Lenita Assef comandou o bate-papo com Alexandre Herchcovich

Lenita Assef comandou o bate-papo com Alexandre Herchcovich

O estilista discorreu sobre sua carreira e contou que o gosto por roupas em si, não por moda, surgiu quando ainda era pequeno, ao sentar no closet de sua mãe e a observar se vestindo. Com isso, explicou sua atração por lingeries e por “um universo obscuro” (por isso o símbolo da caveira sempre presente). Esclareceu também a diminuição do número de looks num desfile: “Hoje não precisamos fazer 80 looks para explicar pra plateia as ideias e o tema”.

Sensato, Alexandre disse que “todo o conhecimento que adquirimos ao longo do tempo são o norte de nossas criações”. Dentre eles, o valor dos materiais: “Hoje a gente cria sabendo quanto a peça vai custar nas lojas”. Esta noção mostrou-se essencial para ele, pois afirmou que “um estilista que não sabe quanto custa um botão não é um estilista completo”. Lição que vale para muitos outros ramos da moda, como o dos acessórios e das joias, não é?

Por falar em lição, disse que aprendeu muito com os japoneses, que “não têm preconceito com cores e formas”, que “usam o corpo como um cabide, uma sustentação para a roupa” e que lá eles “consomem o que é mais diferente”, para assim chamar a atenção (não com as curvas, como fazemos aqui nesse país tupiniquim). Por isso esclareceu também que devemos “entender onde o Brasil se localiza geograficamente e com que gastamos dinheiro”, caso contrário corre o risco de fazer um casacão de lã super quente e lindo, mas que aqui ficará estocado nas prateleiras. Para quem não é estilista ou criador de algo, vale pensar nisso ao fazer compras de inverno… Outra reflexão feita por Alexandre quanto à mulher brasileira foi de que “ela não quer uma roupa com a qual pareça pobre”, diferentemente das norte-americanas. Por isso sua coleção feminina do inverno de 2007,  inspirada nos bóias-frias, surtiu tanta repercussão.

O estilista fez uma apresentação didática e respondeu a perguntas da plateia

AH fez uma apresentação didática e respondeu à plateia

A respeito de críticas, aliás, o estilista acredita que “a chance de todo mundo errar é maior quando se expõe, pois assim percebem o erro” – frase para lembrar quando se sentir cabisbaixa, hein? Além disso, acha que na internet “há muitas críticas sem embasamento” e que faltam, nas revistas, um “espaço vanguardista” onde a criatividade seja explorada. “E quanto aos acessórios?”, pergunto especialmente para o Porcinas. “Eles têm alcançado uma importância cada vez maior”, diz ele que, vale lembrar, criou uma linha de calçados pra Melissa recentemente. Alexandrte esclarece ainda que essa mudança tem sido causada principalmente pelo consumidor, que consegue mudar todo um visual trocando apenas de acessórios. Então, atentos à essa demanda, os estilistas muitas vezes fazem os acessórios chegarem nas lojas “antes mesmo que as roupas”.

Sogo porcinetes! rs

 

BABADO: A despeito do que minha mamis comentou haha, vou sim contar como consegui ver todos esses debates “baphos” da Semana de Moda da Abril, que sabe-se ser só para funcionários. Ora, pois, foi com a minha cara de pau – a maior do mundo! rs Liguei lá e expliquei que queria muito assistir às palestras. Então aparecia pouco antes dos horários e fazia aquela cara de cachorro sem dono (you know?) pra moça da recepção, que ficou minha amiga depois (além da estagiária fofa) e me liberava direto no final do evento! Ué, “quem não chora, não mama”, não é pessoal? rs Espero que tenham gostado dos meus relatos e tenham aprendido tanto quanto eu! Beijos!

Fotos: Nathália Fuzaro

(posted by nfuzaro)

2 thoughts on “SEMANA DE MODA DA ABRIL: Alexandre, o Grande Herchcovitch!

  1. Adoreiiiiiiiiii…sister voce e o “cara”, cara de pau!kkkk fiquei feliz que conseguiu participar dessas palestras, e ter compartilhado conosco o que vc aprendeu la! beijos

  2. Great post! Vc ta arrasando hein!!!
    Com certeza acessorio da um tchan-tchan-tchan em qualquer look. E a cherry no topo do sunday!rsrs
    “ela não quer uma roupa com a qual pareça pobre”, diferentemente das norte-americanas.??? Estou analisando esse trecho em q ele enfatiza a preocupacao das brasileiras em mostrar um certo status atraves das roupas q vestem. E as americanas por serem mais desprendidas com relacao roupa x posicao social. E isso ne?
    Ah, nao tem jeito mesmo de enviar o recado sobre o Tom’s shoes. sniff sniff. Achei no inicio q era por causa do tamanho, dai dei uma editada. Mesmo assim nao entra!
    Vou enviar p/ o seu email ta? Se quiser pode fazer mudancas viu.
    Obg mesmo pela a info.
    xoxo
    Si *!*

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