4º Post Colaborativo: A produção hoje, por Érico Fuzaro

Pessoal, a vida está muuuuito corrida (pra todos nós, né? rs) e parece que estamos aderindo ao movimento “offline” do Oficina, descansando (ou correndo mais! rs) nos finais de semana! hahah Mas já já tudo se normalizará e temos planos legais pro Porcinas, então não deixem de acompanhar, ok? E por falar em acompanhar, segue a prometida continuação dos posts sobre o histórico das jóias que nosso querido daddy (e expert no assunto, acreditem) escreveu. Enjoy it!!!

 

“Nos dias atuais, são muitas as maneiras utilizadas para se obter uma jóia ou uma bijuteria. Podemos enumerar algumas, como estamparia, eletroformação, fotocorrosão e em especial a fundição.

Na estamparia, a peça é obtida através de um molde metálico que, montado em uma prensa e alimentada por uma fita metálica no metal desejado, irá produzir as peças. Tal processo é normalmente empregado na produção em larga escala e podemos adquirir as jóias em espessuras muito finas, viabilizando produtos de acordo com as necessidades atuais.

Já na eletroformação, obtemos as peças submetendo os modelos de cera em tanques com material químico, onde a ação dos íons e elétrons irá retirar as partículas do ânodo do metal desejado, também contido no tanque, e depositá-las sobre a peça originalmente em cera. Depois de algum tempo, tal peça estará toda revestida pelo metal e, quando a camada metálica atingir a espessura desejada, o processo é interrompido, fazendo um pequeno furo na peça. Submetendo-a a uma temperatura apropriada, a cera será derretida e após breve acabamento teremos uma jóia de bela plástica e bastante leve. Este processo é muito empregado nos brincos grandes, normalmente feitos em prata e mantendo a leveza no peso, proporcionando maior conforto à usuária.

Na fotocorrosão, partimos de uma lâmina do metal desejado e sobre ela aplicamos um filme com os desenhos. Depois de submeter tal lâmina a um tanque químico preenchido com ácido apropriado, este irá “atacar” as partes onde o filme não estiver presente, gerando assim uma peça. Esse processo é bastante utilizado quando queremos peças com muitos detalhes, tipo filigrana, e precisamos de baixos custos, e é mais empregado na fabricação de bijuterias.

Agora, para escrever sobre fundição de uma forma simplificada, vamos apenas pinçar sobre os processos atuais, separados em dois grupos: alta e baixa fusão. Quando nos referimos à fundição de alta fusão, queremos dizer todos os metais utilizados que possuam ponto de fusão elevados, em torno de 1.000 graus centígrados, enquanto na fundição de baixa fusão os metais possuem pontos de fusão baixos, em torno de 300 graus centígrados. Para explicar melhor, ponto de fusão é a temperatura mínima necessária para que o metal deixe seu estado sólido e se torne líquido, possibilitando a fluidez e permitindo o preenchimento do molde. Depois do resfriamento e desmolde, teremos a peça desejada. Este processo é muito usado tanto na fabricação de bijuterias como na joalheria e o diferencial está no metal empregado. Quando utilizamos um material nobre como ouro, prata, platina, dentre outros, temos uma jóia, e quando usamos latão, cobre, chumbo, estanho, zamac e etc., obtemos uma bijuteria.

Ou seja, quando trabalharmos com metais não preciosos e de pontos de fusão baixos, iremos empregar o processo de fundição de baixa fusão, que consiste em um forno com cadinho metálico, normalmente à gás ou elétrico, que manterá o metal em estado fundente. Ao lado teremos uma máquina chamada centrífuga, que depois de receber o molde (em borracha de silicone, que resiste a mais ou menos 400 graus centígrados) e o metal fundente, faz o metal preencher as cavidades do molde e produzir as peças desejadas.

Já ao trabalharmos com os metais preciosos ou não, mas que possuam pontos de fusão elevados, necessitaremos do processo de fundição de alta fusão, mais sofisticado e que utiliza mais equipamentos. Nesse processo iremos utilizar fornos que atinjam temperaturas mais elevadas, em torno de 1.200 graus centígrados, tanto para manter os metais em estado fundente como para o aquecimento dos moldes. O forno que manterá o metal fundente já empregará cadinhos de grafite e os melhores são os de indução, pois além de manterem os metais sob o estado de fusão, não os degradam e evitam sua oxidação, gerando peças de melhor qualidade.

Iniciamos o processo de alta fusão com peças obtidas à partir da cera, que serão montadas sob uma haste, submetidas a um cilindro metálico (tipo tubo), receberão uma camada de revestimento (tipo gesso protético). Depois da cura (quando o gesso atingiu o estado de secura) em forno apropriado, fará com que a cera contida no cilindro com revestimento evapore, deixando suas cavidades aptas a receberem o metal fundente. Depois do resfriamento e desmolde, teremos as peças fundidas e prontas para o acabamento, a cravação (quando for o caso), polimento, etc. até obtermos a jóia.

Como mencionei as peças em cera, necessárias para chegarmos ao produto final, irei descrever alguns passos para que esse processo em questão se realize. Podemos considerar que boa parte dos produtos e ferramentas empregados se assemelhem aos usados pelos protéticos, que à partir de um bloco de cera, com características e propriedades definidas, passam a ser modeladas manualmente pelo artesão. Este dá as formas e simetrias empregando várias ferramentas, tais como estiletes, pequenas limas e lixas, até que o objeto satisfaça o artista. No próximo passo, esse objeto é submetido a um cilindro metálico, que é preenchido por um revestimento apropriado e colocado em forno de queima. Depois de atingir a cura suficiente e o total derretimento da cera, tal molde se encontra apto a receber o metal desejado para conclusão do produto final.

Quando tal objeto tem a proposta de ser produzido em grande escala, ele é submetido à uma pequena cavidade, geralmente metálica e em formato retangular com dimensões levemente maiores que o objeto, e à partir daí é totalmente preenchido com borracha de silicone, que depois de passar por uma vulcanização torna-se rígida. Então, com o uso de um bisturi, corta-se com cuidado esta borracha no sentido longitudinal, permitindo a retirada do objeto e abrindo um pequeno orifício frontal, o que proporciona que tal borracha sirva de molde para injetar várias outras peças em cera para a continuidade do processo já descrito acima.”

Por Érico Fuzaro

4 thoughts on “4º Post Colaborativo: A produção hoje, por Érico Fuzaro

  1. Papitoooo, arrasouuu!!! Obrigada por compartilhar seus conhecimentos conosco!
    Bjosss
    Luvvv u xuxu!

  2. E ai sisters, ficou boa a materia do pai hein.
    E continuem assim que logo o blog fica famoso.
    bjs e sorte

  3. Filhotas, adoro poder contribuir com vcs.
    Sempre que precisarem é só me chamar.
    Sucesso!
    Beijos
    Papai

  4. Jony fica esperto que logo eu faco um post propaganda sobre a brilhart hein!
    Papito mais uma vez muito obrigada pela pesquisa e contribuicao aqui no blog com esse trabalho maravilhoso que voce fez pra gente compartilhar com as leitoras! Estou adorando a sua participacao e achando um barato ao mesmo tempo! Nao te aguento viu!
    milllllllllllll beijos
    love you chuchu

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